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Pride Toronto 2017 retornando as raízes

Pride Toronto 2017 retornando as raízes

Laura Pieters >

Justin Trudeau, primeiro ministro do Canadá, durante a Pride Parade em Toronto, Canadá, na tarde deste domingo (25). Fotos: Bruno Castilho

Começando Trudeau e Chefe Nacional das Primeiras Nações. Terminando com Black Lives Matters

Evento da Pride Parade 2017 em Toronto, Canadá, na tarde deste sábado, 24. Fotos: Bruno Castilho Pela segunda vez consecutiva Pride Toronto fez história. Se o ano passado Justin Trudeau participou da parada, sendo assim a primeira vez em que o Primeiro Ministro participa oficialmente do desfile e com protesto do grupo Black Lives Matters (BLM).
Quem achou que a Pride não tinha como inovar, pense novamente.  2017 foi o ano em que a parada retornou a suas raízes fazendo inclusividade o tema principal e com mudanças polêmicas que dividiram a opinião pública.  

 

Evento da Pride Parade 2017 em Toronto, Canadá, na tarde deste sábado, 24. Fotos:Bruno Castilho

 

Nesse último domingo Trudeau e família abriram o desfile, seguido pelo Chefe Nacional das Primeiras Nações Perry Bellegarde, que fez sua estreia no evento.
Esse ano também teve a presença da Premier Kathleen Wynne e o prefeito de Toronto John Tory.  Mas não é só chefes de estado que estão presentes na parada.
Por volta de 150 organizações diferentes estavam presentes no evento.  Uma  dessas organizações foi a Pride Montreal que estará organizando, junto como a sua programação anual, a primeira Canada Pride nos dias 11 até 20 de agosto.

Evento da Pride Parade 2017 em Toronto, Canadá, na tarde deste sábado, 24. Fotos: Bruno Castilho

 

Porém o que gerou contradições foi a falta de presença da polícia no desfile, que desde 2000 vinha participando do evento.
Em junho de 2016 o grupo Black Lives Matters fez um protesto de 30 minutos durante a parada, onde fizeram nove exigências ,uma delas sendo a retirada da polícia do desfile. Desde então BLM e os organizadores da Pride Toronto vinham se encontrando para chegar a um acordo.
No entanto essas exigências só foram resolvidas em janeiro desse ano, onde numa votação os membros da Pride concordaram com as demandas do grupo BLM.

Evento da Pride Parade 2017 em Toronto, Canadá, na tarde deste sábado, 24. Fotos: Bruno Castilho

 

Independente se Black Lives Matters estava certo sobre suas exigências. Não  podemos negar que eles instigaram uma chama que estava esquecida no meio de concertos e festas e que fundou o movimento; ativismo. Sendo assim Pride Toronto 2017 trouxe de volta o foco pela inclusão, porque Pride é e sempre será sobre direitos humanos.

 

Movimentação da Pride Parade em Toronto, Canadá, na tarde deste domingo (25). Fotos: Bruno Castilho

 

 

Senadores pedem corte de verba em deportações de Trump

Senadores pedem corte de verba em deportações de Trump

 

O Senador Bob Menendez (D-NJ) também faz parte da coalisão de legisladores e ativistas que tentam limitar a verba destinada à força de deportação criada por Trump

A manifestação coincidirá com o envio de uma carta ao Comitê de Apropriações do Senado com relação ao ano fiscal de 2018

Na tarde de quinta-feira (22), às 12:30 pm, os senadores Kamala D. Harris (D-CA), Mazie Hirono (D-HI) e Bob Menendez (D-NJ) se juntarão a imigrantes e ativistas para pedirem aos membros do Congresso que reduzam a verba no orçamento de deportações de Trump. A manifestação coincidirá com o envio de uma carta ao Comitê de Apropriações do Senado com relação ao ano fiscal de 2018. A carta pede a redução da verba destinada a aquisição de mais leitos em centros de detenções e a construção de um muro ao longo da fronteira com o México.

No final de abril, o Congresso chegou a um acordo com relação ao orçamento federal que impede a paralização do governo, entretanto, não inclui verba para o polêmico muro proposto pelo Presidente Donald Trump ao longo da fronteira dos EUA com o México. O acordo de US$ 1 trilhão permitirá que a máquina administrativa funcione até 30 de setembro e foi fechado na noite de domingo (30). Apesar de a verba não incluir o muro, a administração atual conseguiu US$ 1.5 bilhão para gastos com a segurança na fronteira.

Os legisladores devem votar no pacote nos próximos dias e os detalhes completos ainda não foram divulgados ao público. O Congresso aprovou, no último fim de semana, o acordo envolvendo uma proposta temporária de gastos para impedir a paralização do governo. A decisão concedeu ao Congresso mais uma semana para trabalhar nos gastos federais ao longo dos últimos 5 meses do ano fiscal.

Caso o acordo não fosse fechado, o impasse poderia provocar o fechamento de parques nacionais, monumentos e deixaria milhares de funcionários governamentais sem salário. O último impasse ocorreu em 2013 e durou 17 dias.

A Casa Branca exigiu que o orçamento incluísse a verba para o início da construção ao longo da fronteira com o país vizinho. A verba de US$ 1.5 bilhão no orçamento para a segurança nas fronteiras vem com restrições. A administração pode somente gastar esse dinheiro no reparo de cercas e muros já construídos, infraestrutura e tecnologia. A administração também está impedida de suspender verbas federais às cidades santuários, que abrigam imigrantes indocumentados. Entretanto, Trump insiste que conseguirá a verba para cumprir sua promessa de campanha através do novo orçamento no outono.

O presidente republicano disse durante um comício na Pensilvânia na noite de sábado (29): “Nós construiremos o muro; nem se preocupem com isso”.

Os democratas disseram ter ido contra 160 medidas de gastos na proposta; que eles consideraram “pílulas venenosas”. Eles também impediram possíveis cortes na verba da Planned Parenthood; um programa de planejamento familiar odiado pelos conservadores pois oferece abortos. A proposta de 1.600 páginas concede aos mineradores US$ 1.3 bilhão em benefícios de saúde; prioridade de dois senadores democratas.

Os republicanos controlam o Congresso, Senado e Câmara dos Deputados, mas os votos dos democratas ainda são necessários para a aprovação do orçamento.

Primeira moeda a brilhar no escuro entra em circulação no Canadá

Primeira moeda a brilhar no escuro entra em circulação no Canadá

O Canadá colocará em circulação sua primeira moeda – e do mundo – a brilhar no escuro.

Conhecida localmente como “toonie”, a moeda de dois dólares canadenses (cerca de R$ 5) foi produzida após um concurso de design que recebeu mais de 10 mil inscrições.

Ela mostra duas pessoas remando em um barco com uma aurora boreal ao fundo.

A Royal Canadian Mint, instituição responsável pela produção das moedas, está colocando 3 milhões de “toonies” em circulação para comemorar o 150º aniversário do Canadá.

Durante o dia, a cena aparece colorida em azul e verde. No escuro, brilha.

A moeda foi projetada pelo médico Timothy Hsia, que se disse inspirado pelo tema do concurso – “nossas maravilhas”.

“Queria escolher algo que fosse realmente maravilhoso”, afirmou. “E acho que não há nada mais maravilhoso do que a aurora boreal canadense.”

A decisão de colocar em circulação a primeira moeda do mundo que brilha no escuro coube à Royal Canadian Mint, que também produz moedas para outros 75 países.

O porta-voz do órgão, Alex Reeves, diz que o objetivo é demonstrar “um pouco da inovação canadense junto ao orgulho pelas comemorações” dos 150 anos do país.

O país já havia experimentado a técnica de brilho no escuro em 2012, com uma moeda de 25 centavos que exibia um esqueleto de dinossauro, mas ela não chegou a entrar em circulação – teve, segundo a imprensa canadense, uma tiragem de 25 mil impressões para colecionadores, sendo vendida por cerca de 30 dólares canadenses (cerca de R$ 75).

Fondue de coxinha é a novidade deste inverno

Fondue de coxinha é a novidade deste inverno

Fondue de coxinha é a novidade deste inverno

O petisco já era conhecido dos cariocas, mas agora está ganhando outras partes do país.

O fondue, prato típico do inverno, já é conhecido por muita gente e faz muito sucesso durante a estação mais fria do ano. Só que a novidade agora é o fondue de coxinha.

Fondue de coxinha é a novidade deste inverno

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A RBTI TV emissora oficial do Miss Brasil USA International 2017

A RBTI TV emissora oficial do Miss Brasil USA International 2017

 

Um dos maiores eventos de beleza internacional o Miss Brasil USA International esta comemorando 25 anos em 2017 e a RBTI TV sera a emissora oficial. E RBTI TV  também selecionar  no Canada e Brasil para saber mais detalhes miss@rbtitv.com ou nosso whatsapp + 1 302 308-5034

O Evento tem a direcao do Caca Santos conhecido internacionalmente por trabalho e competência.

 

Grandes nomes passaram e foram lancadas no Miss Brasil USA International como  Ana Carolina da Fonseca, Natalia Guimaraes, Heloisa Alves. Blogueira Camila Coelho, Saskcya Porto e modelo Eliane Carneiro todas com carreiras bem sucedidas.
Em breve novidades. Aguardem !

 

 

Apresentadora Pricy Barros do programa Freedom foi convidada para fazer parte da “Grife do Bem” pela Loja Animals Love

Apresentadora Pricy Barros do programa Freedom foi convidada para fazer parte da “Grife do Bem” pela Loja Animals Love

A apresentadora Pricy Barros foi convidada para participar  da
Grife do Bem , pela  loja Animals Love, eles fazem um trabalho maravilhoso ajudando várias ONGs no Brasil.

A Animals Love vende seus produtos pelo site www.animalslove.com.br e em vários Pet Shops em todo Brasil.
A Animals Love foi criada por pessoas que amam os animais e além de produzirem roupas divertidas e estilosas, têm como objetivo ajudar ao máximo animais carentes dedicando parte da venda do site a Instituições e Protetores de Animais.

 

A RBTI TV apoia esta causa

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Para adquirir sua camiseta ente em contato no www.animalslove.com.br

BRASILEIROS JUNTAM DINHEIRO E COMPRAM RESTAURANTE ONDE TRABALHAVAM NOS EUA

BRASILEIROS JUNTAM DINHEIRO E COMPRAM RESTAURANTE ONDE TRABALHAVAM NOS EUA

Existem diversas formas para ter o próprio negócio. Já os brasileiros Alex Alencar e Leonardo Charamba encontraram uma maneira um pouco fora do convecional antes de se tornarem proprietários de dois restaurantes nos Estados Unidos. Um em Miami e outro em Orlando.

A dupla começou como funcionários comuns do restaurante Camila’s. Leonardo Charamba, pernambucano de 42 anos, emigrou para os Estados Unidos em 1997 e começou a trabalhar no local. O paraibano Alex Alencar, de 38 anos, chegou mais tarde, em 2000.

Entre indas e vindas, os dois passaram quase 30 anos somados trabalhando no restaurante. Lavador de pratos, garçom e gerente foram algumas das posições que a dupla já ocupou no estabelecimento.

Em 2013 apareceu a oportunidade que mudou, mais uma vez, a relação deles com o Camila’s. O dono até então, Manoel Briote, propôs para Charamba e Alencar a possibilidade de comprar as duas unidades do restaurante. Eles toparam e, desde então, tocam o Camila’s de Miami e de Orlando.

“Eu cresci no Camila’s. Cheguei no Estados Unidos com 21 anos. Eu e o Alex passamos por todas as posições aqui. Vimos todos os pontos positivos e negativos. Quando nos tornamos proprietários, já sabíamos o que fazer”, disse Leonardo Charamba.

Interior do restaurante Camila's nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Os novos donos focaram em uma campanha de endomarketing e valorização dos seus funcionários para aumentar o faturamento do negócio. O plano deu certo e, desde a aquisição, o faturamento do Camila’s aumentou em 40%. “Todo mundo aqui é imigrante. Então a gente entende os nossos funcionários. Criamos uma estrutura onde podemos trabalhar junto com eles. Damos palestras, coach, e isso trouxe um resultado fantástico. Se não conseguimos vender nossa filosofia para os nossos funcionários, não conseguiremos vender pra fora”, diz.

Atualmente o Camila’s emprega 65 pessoas. Quase 90% do quadro é composto por brasileiros, o restante é de argentinos, paraguaios, uruguaios, colombianos e panamenhos.

Em relação ao público, Charamba afirma que 70% dos seus clientes são brasileiros, 20% são latino-americanos e 10% são norte-americanos. “Nós servimos comida típica do Brasil. Queremos ter comida do tipo de casa de vovó no domingo. Temos arroz, feijão, cafézinho brasileiro, caipirinha, cerveja do Brasil. Enfim, se der saudade do Brasil, o Camila’s vira um lar”, disse o pernambucano. “Somos quase uma embaixada brasileira fora do Brasil.”

Durante a alta temporada o estabelecimento chega a atender 2500 pessoas por dia com um tíquete médio que varia entre U$ 18 e U$ 22. “Para manter a movimentação, fazemos um trabalho forte com agências de viagens e companhias aéreas. Já estamos pelo quarto ano consecutivo com certificado de excelência no Trip Advisor. Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos no Camila’s”, afirmou Leonardo Charamba

? 5458 International Drive, Orlando
? (407) 354-2507

Prisões do ICE sobem quase 40% nos EUA

Prisões do ICE sobem quase 40% nos EUA

 

A prisão de estrangeiros condenados por crimes aumentou para quase 20%, ou seja, de 25.786 em 2016 para 30.473 em 2017

Nos 100 primeiros dias desde que o Presidente Donald Trump assinou o decreto de lei que criminaliza todos os imigrantes indocumentados que vivem nos EUA, os agentes do Departamento de Imigração (ICE) já prenderam mais de 41 mil estrangeiros. O número representa o aumento de 37.6% com relação ao mesmo período em 2016. Entre 22 de janeiro e 29 de abril, os agentes do Departamento de Operações de Remoção (ERO) prenderam 41.318 tendo como base violações das leis migratórias. Entre 24 de janeiro e 30 de abril de 2016, o ERO prendeu 30.028.

“Estas estatísticas refletem o compromisso do Presidente Trump no cumprimento de nossas leis migratórias de forma justa e ampla. Os agentes do ICE e outras autoridades receberam diretrizes claras sobre como focalizar e tratar a segurança pública e nacional, o que tem resultado no aumento substancial de estrangeiros condenados por crimes. Entretanto, quando encontramos outros que estejam ilegalmente no país, nós faremos cumprir o nosso juramento e a lei. Como os dados demonstram, o ICE continua a executar sua missão de forma profissional e conforme a lei e nossas vizinhanças estão muito mais seguras por causa disso”, disse Thomas Homam, diretor interino do ICE.

Segundo o ICE, quase 75% dos estrangeiros detidos em 2017 são criminosos condenados, com crimes que envolvem desde homicídio, agressão, estupro à drogas. O índice de detenções nas vizinhanças aumentou mais de 50%, ou seja, de 8.381 no ano passado para 12.766 esse ano durante o mesmo período. A prisão de estrangeiros condenados por crimes aumentou para quase 20%, ou seja, de 25.786 em 2016 para 30.473 em 2017.

Crimes violentos como homicídio, estupro, sequestro e agressão totalizaram mais de 2.700 indivíduos detidos. No total, desde que o Presidente assinou as ordens executivas, as atividades dos agentes do ICE têm resultado em mais de 400 detenções por dia, incluindo a captura de criminosos foragidos.

Brasileiro preso por dirigir sem carteira é posto em processo de deportação

Brasileiro preso por dirigir sem carteira é posto em processo de deportação

 

Eduardo Loch dirigia sem habilitação e levava um amigo à casa da namorada em New Hampshire

O Jovem Eduardo Loch, de 18 anos, morador em Framingham (MA), foi preso em 2 de março, foi preso por dirigir sem carteira de motorista no estado de New Hampshire, depois se envolver em um acidente de carro. Na ocasião, ele levava um amigo até a casa de uma namorada na região. Logo depois que os policiais que compareceram à cena do acidente constataram que Eduardo não possuía a carteira de habilitação, eles contataram as autoridades migratórias locais, que levaram o brasileiro detido.

. Ordem de deportação:

Na segunda-feira (5), durante a audiência preliminar do jovem brasileiro, o juiz determinou a deportação do réu em até 45 dias; a partir da data da audiência. A passagem, somente de ida, deverá se paga pela família de Eduardo.

. Confira o caso:

Na quinta-feira (2), Maria Nara, residente em Framingham (MA), recebeu um telefonema comunicando-lhe que o filho, Eduardo Loch, de 18 anos, havia sofrido um acidente de carro em New Hampshire. O jovem não possui carteira de motorista e levava um amigo à casa de uma namorada. Apesar de o acidente não ter provocado ferimentos graves em nenhum dos envolvidos, os policiais enviados ao local descobriram que Eduardo dirigia sem carteira e era indocumentado. Os agentes do Departamento de Imigração (ICE) foram acionados e o jovem foi preso. Na tentativa de tentar saber notícias do filho, Maria Nara também foi autuada e as autoridades colocaram-lhe um monitor GPS em um dos tornozelos.

Não tem “problema”:

Maria Nara relatou que foi instruída pelas autoridades americanas a ir à cidade de Manchester na sexta-feira (3) para obter mais informações sobre o filho. O companheiro da brasileira, um imigrante turco portador do green card, tentou obter mais detalhes sobre o jovem, mas foi informado pelos agentes que eles forneceriam detalhes sobre o caso somente aos pais ou irmãos de Eduardo.

“No local do acidente, não me falaram nada, disseram que era para eu ir a Manchester no dia seguinte de manhã para obter informações do meu filho. (Eu) fui com o meu companheiro, de origem turca, mas que é legal aqui e ele tentou obter informações sobre o Eduardo para mim, mas como ele não é o pai, se recusaram a informar dizendo que somente dariam informações do caso para os pais ou irmãos. Ao informar que eu era ilegal e estava com medo de me apresentar, os oficiais disseram-lhe que ‘não teria problema’, que eu podia comparecer para saber do meu filho”, disse ela.

“Ao subir (no prédio), me disseram para ficar tranquila que eu iria sair de lá com o meu filho e me levaram até uma sala, onde eu achei que iria finalmente encontra-lo. Para a minha surpresa, eles registraram as minhas (impressões) digitais, anotaram o meu endereço e telefone e me colocaram uma tornozeleira. Eles mentiram para mim. Saí de lá sem o meu filho, sem nenhuma informação sobre ele e com tornozeleira. Com essa situação, aprendi que não devemos confiar nos agentes do ICE”, acrescentou.

 Alerta aos jovens:

Ainda abalada, Maria Nara alertou a comunidade, especialmente os jovens indocumentados,  a não dirigirem sem a carteira de motorista. “Eu gostaria de alertar a população, principalmente os jovens, que tome muito cuidado. Não estou querendo apavorar ninguém, mas a situação está difícil no momento para nós imigrantes ilegais. Não dirijam se não for realmente necessário, revisem o carro, não passe do ‘speed’ (velocidade). Tente fazer o possível para que a polícia não os aborde. Dirigir sem carteira agora é crime; eles chamam o ICE”, disse ela.

“Aos jovens peço calma, escutem seus pais, deixem as baladas e as festas um pouco. Vamos esperar essa situação de deportação ser resolvida. Meu filho não me ouviu, foi atrás da conversa de amigos. (Ele) fez um favor a um amigo e agora está lá; preso. Por favor, escutem seus pais. Não quero que ninguém sofra o que eu e o meu filho estamos sofrendo”, acrescentou.

 

Médico brasileiro é considerado um dos maiores especialistas em cirurgia de aneurisma na Flórida

Médico brasileiro é considerado um dos maiores especialistas em cirurgia de aneurisma na Flórida

 

Quando o (delicado) assunto aneurisma cerebral é abordado ou quando um paciente com esse diagnóstico chega ao Baptist Hospital em Miami, prontamente o médico brasileiro Guilherme Dabus, de 38 anos, é acionado.

Considerado um dos maiores especialistas no assunto na Flórida, o médico que se formou em radiologia com especialização em neurorradiologia intervencionista e neurocirurgia endovascular é apaixonado pela profissão que é herança de família. “Eu sempre tive muito contato com a medicina desde criança através do meu pai que também é médico. Eu me lembro muito bem que muitas vezes ele me levava junto com ele para o hospital ou outras vezes minha mãe nos levava para visitá-lo quando ele estava de plantão”, conta o médico. A decisão de se tornar médico, entretanto, só veio quando ele tinha 15, 16 anos motivado principalmente pela visão romântica de poder ajudar as pessoas e salvar vidas. “Antes de tomar esta decisão eu pensava em fazer engenharia aeronáutica ou direito”, disse.

Depois de terminar a residência no Brasil, Guilherme conseguiu uma vaga para fazer especialização nos Estados Unidos para onde se mudou com a família. Fez treinamentos em Chicago, no General Hospital/Harvard Medical School em Boston, retornou para Chicago até que chegou a Miami para trabalhar como diretor do Centro de Neurociência do Baptist Hospital.

Para tratar os aneurismas cerebrais, ele conta que usa técnicas endovasculares minimamente invasivas. “O grande desafio de trabalhar no cérebro é que qualquer problema ou complicação, por menor que seja, pode levar a resultados catastróficos e algumas vezes ser um evento fatal para o paciente. Na minha área especificamente, como as artérias.

“Sem dúvida nenhuma, a maior recompensa é o lado humano, é a gratidão por ter sido parte, por ter influenciado de forma positiva (através do tratamento), esse momento tão delicado e importante para esse paciente e sua família. É um privilégio e uma honra poder participar desses momentos e ter a confiança desses pacientes e suas famílias. Isso é algo que todos nós médicos devemos lembrar todos os dias.

Sobre a responsabilidade e habilidade que envolvem a profissão de um neurocirurgião, o médico costuma dizer uma frase em suas palestras em congressos e eventos científicos, uma frase de Aristóteles que para o médico resume tudo: “Nós somos o que fazemos repetidamente; a excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.

Relação entre médico e paciente

Guilherme é conhecido por ser querido por seus pacientes e chamado até de “milagroso”. Por uma questão cultural, muitas vezes, os pacientes brasileiros reclamam do tratamento “frio” dado pelos médicos americanos. Para Dabus, existe uma diferença cultural que muitas vezes faz com que pacientes vindos de países sul-americanos em especial o Brasil, tenham essa percepção. “Isso acaba sendo ainda mais acentuado para as pessoas com mais recursos financeiros que estavam acostumadas com médicos particulares e consultórios que muitas vezes se parecem mais com uma sala de estar ou lobby de um hotel 5 estrelas do que um consultório médico. Entenda, nada contra, mas a cultura aqui é que o consultório é para se examinar o paciente”.

Ele comenta que sempre observa que, após a cirurgia de um americano, no máximo três familiares estão esperando. No caso dos latinos, é comum estarem na sala de espera 10, 15 familiares e amigos.

Prevenção

Prevenir um aneurisma cerebral não é fácil, já que estão envolvidos fatores genéticos, mas o fumo e a hipertensão arterial também estão relacionados com o rompimento do aneurisma e o especialista recomenda que pacientes com aneurisma cerebrais não fumem ou que parem de fumar e que mantenham a pressão arterial bem controlada. “No caso do AVC isquêmico, a recomendação é a mesma para doenças cardiovasculares em geral. Ou seja, ter uma vida saudável e ativa, se exercitando três vezes por semana, controle da pressão arterial, controle do colesterol, controle da diabetes, e evitar sedentarismo, evitar fumar”, concluiu.